"Atualmente todos vivemos em um mundo dominado pelas máquinas. Quase não restam em nosso deteriorado planeta espaços livres, onde possamos esquecer nossa sociedade industrial e testar, sem sermos incomodados, nossas faculdades e energias primitivas. Em todos nós se esconde uma saudade do estado primogênito, com o qual podíamos calibrar-nos com a natureza e enfrentá-la, descobrindo a nós mesmos. Aqui está basicamente a razão de não haver para mim uma meta mais fascinante que esta: Um homem e uma montanha. "

(Reinhold Messner)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Serra da Mantiqueira - Parque Nacional do Itatiaia

Amigos da montanha, retorno trazendo finalmente alguma aventura além dos limites paranaenses.

Já tive outras experiências fora mas, no blog, essa será a primeira.

A ideia de ir para o Parque Nacional do Itatiaia vinha há algum tempo se arrastando, com o objetivo de subir o Pico das Agulhas Negras, no RJ. Entretanto, ficamos na enrolação típica, ainda mais sem os equipamentos de escalada que são exigidos nessa ascensão.

Entretanto, esse ano apareceu a oportunidade: o bom e velho parceiro de trilha Rodolfo Pfeffer foi convidado para integrar um grupo ao Agulhas Negras com a Miria Caetano, que eu também já tinha caminhado há alguns anos atrás, e então convidou também eu, Vanessa e Patrícia.
Antes terei que apresentar os "Caramujos da Montanha", porque serão referidos aqui várias vezes: eu, Vanessa Ariati, Patrícia Ferreira e Rodolfo Pfeffer. Meio sem querer começamos a caminhar como uma equipe há somente 1 ano e meio, mas parece que somos amigos antigos. A parceria deu muito certo, todos são muito empolgados pra trilha e viagens, e nos apelidamos de caramujos, por sempre carregar nossa casa nas costas, na mochila cargueira, e ir devagar e sempre :)

Todos nós 4 demos um jeito e finalmente embarcamos na Van para o Itatiaia, integrando um grupo de quase 20 pessoas no total.

Iniciamos a viagem na noite do dia 20, quando passamos uma noite em claro no último banco da van, aos solavancos, e dia 21 faríamos a travessia Couto - Prateleiras, antes do Agulhas que seria dia 22.

Vista para o morro do Couto, 2680 m, RJ.
O morro do Couto é a 9ª montanha mais alta do Brasil, com seus 2680 m de altitude, no estado do Rio de Janeiro. A trilha até o cume não demorou mais que 2h de uma caminhada super tranquila, sem grande exigência física, mas com uma paisagem bem bonita!!
Caramujos na base do morro do Couto (esq-dir): Rodolfo, Veleda, Vanessa (a frente) e Patrícia. 

A formação rochosa é bem diferente das daqui do Paraná, a rocha é um sienito cinza escuro, formado por solidificação de magma em grande profundidades, com uma foliação magmática que confere algumas formas horizontais e inclinadas a rocha, claramente visíveis por algumas fendas e tetos que formam. Ao contrário dos nossos granitos de mais ou menos 600 milhões de anos, os sienitos do Itatiaia tem cerca de 70 milhões de anos, relacionados à abertura do Oceano Atlântico. Além disso, as montanhas por lá são bem pedregosas e expostas, o que imagino que se deva ao clima um pouco mais seco, com vegetação rasteira, o que se via de mais alto lá era uma variação da nossa conhecida Caratuva, que as vezes tinha quase 2 m de altura.
Trekking morro do Couto.
Avistando o cume do Morro do Couto.
Quase no cume do morro do Couto
Última subida rochosa no morro do Couto.
 No cume, há vários "buracos" na rocha que são as panelas e marmitas formadas pela ação da água sobre as rochas. Nesse dia o clima estava variando de nebuloso a aberto, e tivemos muitos momentos de ótima vista.
 No caminho é possível avistar a Serra Fina, mais a sudoeste, e também o Pico das Agulhas Negras, a leste, com suas formas pontudas, como se estivesse todo escorrido e diluído.

Cume do morro do Couto
Vista da Serra Fina.
A partir dali seguiríamos para o morro das Prateleiras, inicialmente, a ideia era ir até a base das prateleiras a 2460 m, mas obviamente não deixaríamos esse cume escapar. Essa caminhada também foi tranquila, sem grandes trechos íngremes, e com uma bela vista de todo o Itatiaia e do Agulhas Negras, e deve ter durado mais umas 3h caminhando num ritmo muito tranquilo, parando muito para fotos e lanches.

No meio da travessia Couto - Prateleiras
O cume das Prateleiras é o mais alto na foto.
Caramujos caminhando, Agulhas Negras entre névoa ao fundo.
Agulhas Negras quase dando as caras.
Sienito foliado no caminho às Prateleiras.
Fendas e tetos que se formam na rocha.


Agulhas Negras aparecendo.
Patrícia e Vanessa com Agulhas Negras ao fundo.
Chegando na base das Prateleiras e início da escalaminhada.
 Ao chegar na base, nós os caramujos, mais alguns integrantes do grupo, decidimos seguir para o cume, mesmo sem cordas. Esse último trecho das Prateleiras é muito técnico e já é considerado escalada em rocha. Consiste de um amontoado de enormes blocos de rocha, que representa em teoria somente 88 m de diferença da base, mas que é muito mais que isso devido ao caminho cheio de obstáculos. Levamos 1h fazendo a subida, e indo até que bem rápido, guiados pelo Felipe, um dos integrantes do nosso grupo, muito ágil e com técnicas de Le Parkour, o que nos ajudou muito!
Eu que agora estou escalando, notei que usei várias técnicas de escalada em diedro, pois várias vezes tinha dois blocos bem próximos e ia mesmo me apoiando dos dois lados e me impulsionando para cima.
Chegando nas Prateleiras
Base das Prateleiras.
Via de escalada e cordas do pessoal fazendo rapel desde o cume das Prateleiras.
Em alguns trechos, minha baixa estatura me deixava bem insegura, pois necessitava alguns saltos com uma dose de coragem, que não consegui fazer. Os meninos mais altos iam primeiro e depois me ajudavam dando apoio de joelho, mão ou até mesmo segurando a minha perna, passo a passo, para que não caísse. No último salto perigoso, o "pulo do gato" que fica entre duas fendas bem perigosas, não foi diferente, tiveram que segurar minha perna e ir baixando até que eu chegasse ao chão e passasse para o outro lado, e finalmente ao cume.
O "pulo do gato" nos últimos blocos antes do cume das Prateleiras.
Último ponto antes do pulo do gato.
Cume das Prateleiras.
 O cume estava incrível, com vista para o Agulhas Negras e Serra Fina, algumas nuvens, mas que deixaram ainda mais bonito. Achei fantástico, justo por ter muita rocha, vias de escalada, uma galera fazendo rapel lá de cima e pela dificuldade também, foi algo que eu nunca tinha feito de forma tão intensa, pois na Serra do Mar paranaense os trechos de escalaminhada são bem curtos, e dessa vez foi algo realmente significante e exigente, física e psicologicamente, o que fez com que as Prateleiras se tornassem uma montanha única para mim.
Eu e Rodolfo, Cume das Prateleiras, Agulhas Negras ao fundo.
Eu e Felipe com o livro de cume das Prateleiras.
Eu e Rodrigo admirando a grandiosidade da Serra da Mantiqueira.
Cume das Prateleiras.
A descida não foi menos exigente, e no final o joelho estava realmente detonado! Ainda foi mais 1h pela estrada até o parque, até encontrarmos a van, as 19h, já bem atrasados.

Foi no total cerca de 10h de caminhada, mas com ótimas vistas e momentos de contemplação de uma nova paisagem, e vivenciando um novo estilo de trekking e escalada.

Grupo que foi ao cume das Prateleiras, novamente na base.
Agulhas Negras ao entardecer, se escondendo novamente.
Gostaria de deixar o resto da aventura para outro post, mas não teria graça, pois no final não foi possível subir o Pico das Agulhas Negras. Durante a noite que passamos no Camping e Pousada dos Lírios, pela 1h30 começou um chuva forte e constante, que durou até as 10h30 do dia seguinte. As 6h, hora prevista de saída para o Agulhas, não tinha uma alma viva no camping, pois ninguém se aventurou em sair da barraca com tanta água rolando. Pra melhorar, o cachorro do Camping ainda rasgou a barraca da Vanessa de madrugada e espalhou e devorou nossos lanches e louças...

No fim, para o sábado nos restou juntar um pouco do almoço de cada um, e aproveitamos comendo feijoada, polenta, farofa, almôndegas e tomando uma cerveja gelada. De qualquer forma, agora o Agulhas está ainda mais engasgado para nós e com certeza voltaremos, pois a vontade de explorar essas montanhas que são clássicos do montanhismo brasileiro, só aumentou, e chegamos a prometer um projeto: as 10+. Que já temos 1/10.......

Camping e pousada dos Lírios, 6 km da entrada do parque mas com ótimo custo-benefício.
Alomoço de sábado sem trekking, felizes de qualquer forma.







sexta-feira, 24 de março de 2017

Retornando - 2017, o ano da Montanha

Boa noite pessoal,

depois de 5 anos sem escrever, retorno hoje as atividades por aqui.
Não é a toa que estou escrevendo de novo, há algum tempo eu estava com vontade de publicar algumas das aventuras mais hards, mas acabava sem muito empenho para isso. Porém, se um dia eu planejava voltar a escrever, este dia tem que ser agora, pois 2017 será, ou já está sendo, um ano de imersão total no mundo do montanhismo e estou com vários projetos pessoais e profissionais relacionados.


Antes de qualquer coisa, me apresento novamente, afinal, depois de 5 anos muita coisa mudou. Sou Veleda Astarte P. Müller, com 14 anos subi minhas primeiras montanhas e me apaixonei completamente pelo esporte após subir o Olimpo, na Serra do Marumbi. Desde então, nunca mais parei de caminhar e a montanha se tornou o cerne da minha vida. Este ano completo 9 anos de prática deste esporte e hoje conheço muito bem a Serra do Ibitiraquire e boa parte das outras serras que nos rodeiam, como a do Marumbi, Baitaca, Farinha Seca, Capivari e Quiriri. Esse ano me formei Geóloga e os rumos que dou para minha profissão tem muito a ver com o montanhismo, durante a faculdade e agora na pós-graduação, foco meus estudos em temas relacionados a formação de grandes cadeias de montanhas.
Tive a oportunidade de viver um ano na Espanha, pelo programa Ciência sem Fronteiras, que descobri ser um país muito montanhoso e com uma vida esportiva muito intensa. Lá tive tive uma experiência em alta montanha, e vários kms percorridos por cordilheiras como a Cantábrica, Pirineus, e Central. Além da Espanha, viajei pelos Alpes franceses, suíços, austríacos e alemães, e fiz parte do épico Tour du Mont Blanc, em Chamonix na França.

No Tour du Mont Blanc, Chamonix, França, 2015.

Sobre os projetos atuais, bem vamos lá:

No início do ano eu recebi um convite para integrar a diretoria da Federação Paranaense de Montanhismo, a FEPAM, no cargo de secretária, e não hesitei nenhum pouco. Há alguns anos eu já planejava me envolver mais no meio da montanha, participar dos projetos de voluntariado, fazer mais trilhas, maiores e mais difíceis, conhecer mais pessoas e poder contribuir com meu conhecimento científico sobre o tema. Nesse sentido, a federação caiu como uma luva, e já estamos aí ativos!
Participo da gestão 2017/2018, e ainda estou me adaptando a esse novo meio e encargos. Para quem não sabe, a FEPAM é o órgão máximo que regulamenta a prática do montanhismo, escalada e similares no Paraná, sempre com objetivo de incentivar o crescimento do esporte, preservar o meio natural e prevenir acidentes.
É uma grande honra participar da diretoria e espero contribuir bastante durante esses dois anos, e já fica o aviso aos envolvidos no montanhismo: qualquer necessidade, doações e vontade de participar dos projetos, podem me procurar :) http://fepampr.org.br/

Outro projeto pessoal que havia muito tempo eu estava na inércia para começar de verdade, e que está sendo totalmente complementar aos outros, é a prática da escalada. Eu já tive várias experiências indoor, realizando alguns treinos na modalidade boulder, e já tinha experimentado a escalada esportiva no Morro do Anhangava, mas nada sério. Esse ano, num acaso muito feliz, uma amiga da época do colégio voltou da Austrália escalando e com muita vontade de continuar aqui no Brasil, como eu era uma das únicas pessoas que ela conhecia que curtia, me chamou e agora estamos aí, treinando 2 a 3 vezes por semana a escalada esportiva indoor, e já começamos a conhecer alguns setores da região.
Sempre vi a escalada como uma vertente do montanhismo que eu precisava aprender. Todas as modalidades me despertam curiosidade e vontade de praticar, mas a escalada tradicional me chama muito a atenção, pois ela envolve também o trekking, tem como um dos preceitos básicos o mínimo impacto ao meio natural, e gera a maior imersão na montanha, que é o que eu realmente amo no montanhismo.

Via Peon no Anhangava, 2012.

No momento sou só uma iniciante que mal consegue vencer as vias de 5º grau, mas vamos avançando e estou totalmente eufórica com a prática. Além de ser um esporte de aventura ao ar livre, é um desafio consigo mesmo e todas as pessoas envolvidas tem sido especiais. Nos treinos indoor tenho encontrado pessoas que admiro e acompanho há muito tempo, velhos amigos que já havia perdido o contato, e também feito novas amizades e parcerias muito bacanas. No fim, tudo acaba se entrelaçando, as pessoas que conheço por causa da FEPAM aparecem no ginásio e vice versa, e o universo de montanha só se amplia.

Para finalizar, comentarei um pouco sobre meu projeto profissional, já que ele também significa MONTANHA. Este ano entrei no Programa de Mestrado da UFPR, em parceria com um professor do Chile, com um projeto sobre Formação e Desenvolvimento de parte do Segmento Cordilheirano Andino na Patagônia. Para quem entende um pouco mais, estudarei complexos ofiolíticos e metavulcanossedimentares, em uma região pouco abaixo das Torres del Paine. Além disso, participarei de um projeto sobre as lagoas microbiais da região de Torres del Paine.
Esse mestrado é a realização de mais um sonho, já que eu realmente desejo seguir carreira acadêmica e sempre tive em mente estudar a Cordilheira dos Andes, e bem aí estamos!
No segundo semestre de 2017 devo ir para a Patagônia coletar dados para o estudo e certamente terão muitas fotos por aqui.

Região do Cajón del Maipo, próximo a Santiago no Chile, 2016.
Como se já não bastasse, ainda apareceu mais um presente montanhoso para 2017. Esse mês fui sorteada via promoção do Instagram pelo blog Um Viajante http://www.umviajante.com.br/ para uma viagem para o Atacama e Salar do Uyuni, de 8 dias. Nem acreditei direito ainda, mas parece que é sério mesmo e em junho ou julio, mais fotos e aventuras pelas montanhas do norte do Chile!!

Ainda, em abril finalmente tem Itatiaia pra mim, pois consegui entrar em um grupo que está indo para o Agulhas Negras, e por aí vai...
Simplificando, reativei o blog porque, mais do que nunca, 2017 promete ser o ano do florescimento do montanhismo na minha vida. Em breve terão postagens mais interessantes com fotos bonitas e textos aventureiros.

Seguimos juntos amigos da montanha.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Morro do Sete - A visão de todas as Serras

Começando mais um relato pelas montanhas paranaenses, hoje vamos falar sobre um morro com vista das mais interessantes para a Serra do Mar!
O acesso à Serra da Farinha se dá pela famosa entrada da graciosa que nos recepciona com um belo portal de pedras, ou melhor, rochas e melhor ainda, basaltos. 
Seguindo até a Fazenda que recebe os carros estacionados por R$10 reais, já temos uma vista de alguns montes da Serra da Farinha Seca, que vai do Morro Mãe Catira até o Morro da Balança.
Eu (Veleda), João, Tiago, Victor e Acássio na fazenda se preparando. Primeira vez.

A partir da Fazenda inicia-se a trilha para o Morro Mãe Catira, que tem que ser subido quando o objetivo é o Morro do Sete. 
Na primeira vez que estive no Morro do Sete, para não variar da má sorte que tive com montanhas no primeiro semestre de 2012, o tempo estava nublado e frio. O início da trilha é cansativo, exige das pernas e não é só no cansaço, é pela vegetação de bromélias cortantes que insistem em aparecer por quase toda a subida, provocando vários rasgos na pele, indicado ir sempre de calça comprida. 
Depois de uma parte mais pesada de subida em meio a mata atlântica, encontramos os campos de caratuvas, de onde se começa a ter as primeiras visões privilegiadas. De lá vemos Curitiba, que aliás se compararmos aos arredores podemos até ver a nuvem cinza de poluição que encobre a cidade, a Escarpa Devoniana que divide o primeiro do segundo planalto paranaense, a Serra da Baitaca, que inclui o famoso Anhangava e também a Serra do Ibitiraquire, que inclui o grande Pico Paraná e todos os gigantes a sua volta.

Dia 1. Serra da Baitaca ao fundo.

Dia 2. Serra do Ibitiraquire, possível identificar os picos Camapuã, Tucum, Caratuva, Itapiroca, Pico Paraná, Ciririca e Agudo da Cotia. 

Como mencionei antes, da primeira vez, a qual vou me referir aqui como Dia 1, com nuvens, conseguimos somente visualizar a Serra da Baitaca, mas muito diferentemente, da segunda vez que fui, aqui como Dia 2, o tempo estava incrível, frio e sem nenhuma nuvem no céu, a parte ruim só fomos descobrir mesmo no cume do Morro do Sete...
Dia 2. Várias cadeias de montanhas da Serra do Mar.

Continuando a subida, saímos na linda vista e entramos novamente na vegetação alta e fechada, e é nesse ambiente que encontramos o cume do Mãe Catira, que por esse motivo não tem nada de muito incrível a não ser um marco geodésico e um adesivo que indica que o morro faz parte de Travessia Alpha Crucis, a lendária travessia que engloba a Serra do Ibitiraquire, a Serra da Farinha Seca e a Serra do Marumbi (Travessia Alpha Ômega). No Dia 1, só vimos mato e nuvens de lá, mas no Dia 2, logo temos uma janela em meio a mata que revela a vista da Baía de Paranaguá, belísssima.
Cume do Mãe Catira. 

Daí inicia-se a travessia para o Morro do Sete, uma descida que exige dos joelhos, pois é longa e muito íngreme e no fim uma pequena subida, pois o Morro do Sete é aproximadamente 100 metros mais baixo que o Mãe Catira, que tem seus 1450 metros de altitude. A travessia dura mais ou menos uma hora, mas quando se chega ao cume do Sete é Fantástico.
Dia 1. Visão do Cume do Morro do 7, Serra da Farinha Seca.
Dia 1. Fenda entre morros na Serra da Farinha Seca. 

Repetindo mais uma vez, no Dia 1, tivemos a sorte de o vento levar as nuvens por alguns momentos e podemos ver a enorme fenda na Serra da Farinha Seca, formando um Canion entre as montanhas e revelando uma beleza incrível. No Dia 2, totalmente diferente, tivemos a visão de todas as Serras mais importantes para o montanhismo Paranaense. A norte, temos visão da Serra do Ibitiraquire, na qual podemos reconhecer os Picos Camapuã, Tucum, Itapiroca, Caratuva, Pico Paraná, Ciririca no qual até se vê as antenas, e Agudo da Cotia. A sul vemos a Serra do Marumbi, a leste a Serra da Prata, a Serra da Igreja e a Baía de Paranaguá e a sudoeste vemos até a ponta da Serra da Baitaca.
Dia 2. Serra da Prata ao fundo à esquerda e Serra da Igreja à direita.

Dia 2. Ana e Will com a Baía de Paranaguá ao fundo.
Dia 2. Fenda entre os morros da Serra da Farinha Seca. 
Serra do Marumbi ao fundo, o que estava atrás das nuvens no dia 1, agora uma maravilha! 

Completando a descrição do Dia 2, além de um vista maravilhosa do Leste Paranaense tínhamos VENTO, e MUITO VENTO. Era de quase sermos derrubados quando estávamos de pé, o que estava incomodando muito a estadia lá em cima, e também as fotos! No entanto, foi mais uma vez a natureza mostrando suas forças e nos dando a sensação de liberdade, e não de prisão entre paredes e prédios que nos protegem dos ventos e do frio, é o vento cortante da Montanha e do Mar que embaraça os cabelos.
Difícil tirar foto com tanto vento! Dia 2. 

Ficamos perto de uma hora e iniciamos a descida, que na verdade para voltar ao Mãe Catira foi um subida e daqueelas! Algumas pausas, mas logo estávamos de volta ao Mãe Catira e a partir daí só descida, este que na segunda vez nos levou a um trilha "alternativa" que nos levava na verdade a outra montanha da Serra, e tivemos que voltar para o campo das caratuvas e continuar a descida, agora pela trilha certa.
Finalizando o dia 2, demos umas passada na Casa de Pedra, ali ao lado da casa da fazenda, onde diz a lenda já foi uma senzala e hoje restam as ruínas e depois, todos mortos de fome e sede, fomos para o mirante da Estrada da Graciosa, onde comemos deliciosos pastéis, pamonhas e tomamos caldo de cana, fechando com chave de ouro!





Casa de Pedra. 

Se o site estiver demorando muito pra carregar as fotos, reclamem! Até a próxima!