"Atualmente todos vivemos em um mundo dominado pelas máquinas. Quase não restam em nosso deteriorado planeta espaços livres, onde possamos esquecer nossa sociedade industrial e testar, sem sermos incomodados, nossas faculdades e energias primitivas. Em todos nós se esconde uma saudade do estado primogênito, com o qual podíamos calibrar-nos com a natureza e enfrentá-la, descobrindo a nós mesmos. Aqui está basicamente a razão de não haver para mim uma meta mais fascinante que esta: Um homem e uma montanha. "

(Reinhold Messner)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Marumbi O Grande


Hoje vou contar sobre a vez mais legal que eu fui pras montanhas e que me fez realmente gostar de montanhismo! Nessa veio a paixão e até agora só cresceu!

Foi em 2009, pegamos o ônibus em Curitiba dia 20 de junho, um sábado, fomos com o ônibus da Graciosa Curitiba -Morretes via Porto de Cima, parando em Porto de Cima, ali onde começa a estrada que acompanha o Nhundiaquara, a caminhada tem de 5 a 10 km, não sei exatamente, mas demoramos cerca de duas horas, chega uma parte com umas boas subidas e com mochila cargueira ainda é complicado... No caminho passamos por alguns trechos pelo trilho do trem , pela estação abandonada  Engenheiro Lange, onde normalmente se dá uma descançada, por uma estação do IAP, onde carros que não sejam 4x4 já não somem mais. Fomos num grupo de 7 pessoas, chagamos na estação Marumbi pela hora do almoço... comemos um lanche, para alguns uma barra de cereal, para outros um frango assado! haha

 Início da estrada

 Rio Nhundiaquara

 1ªs visões de Marumbi!

 Parada na Engenheiro Lange

 Trilho e caixa d´água, à esquerda o inicio da trilha até a estação do Marumbi

pelo trilho do trem 

O dia de sábado foi mais para montar o acampamento no camping, que estava bom,  não muito cheio. No resto do dia ficamos aproveitando, subimos o rochedinho, um morro a 625m do nível do mar que leva uma meia hora pra subir, bem legal pela vista, se vê de lá o a camping da eng. Lange, o trem passando, a ponte São João e o grande Marumbi imperando atrás de tudo isso!  subida indispensável pra quem vai com tempo para o Marumbi. Fomos também no cemitério de grampos, onde tem uma espécie de cachoeira com antigos buracos de grampo para escalada, em julho estava muito frio, mas ainda assim, 2 meninos que estavam comigo se aventuraram em entrar no rio, maas não curtiram muito com aquela aguá que estava gelada de matar, fomos na pedar lascada e também visitamos o museu do Marumbi, que fica a base e tem umas coisas bem legais sobre a história do Marumbi e do trilho de trem.



 Trem passando visto do Rochedinho 


 Chegando no cemitério de grampos

 Subindo o Rochedinho
 Cume do Rochedinho

Vista do rochedinho


A infra-estrutura do Marumbi é muito boa, na estação tem o camping todo com controle do IAP, Tem banheiro com chuveiro elétrico, luz e umas torneiras pra lavara louça na parte de fora. A noite fizemos nosso jantar que foi um belo de um miojão com sopão de músculo misturado, mas que na montanha é um belo de um banquete! A noite fomos novamente na pedra lascada, lugar legal pra deitar, admirar o céu e dar uma meditada...

No dia segunite, domingo acordamos pelas 8 hras, tomamos um café e às 9 hras partimos para a trilha branca que leva direto para o Olimpo, o cume do Marumbi, a  1539m do nível do mar. A trilha branca pode parecer a mais fácil por ser a mais curta, mas na verdade é a mais cansativa por ser a mais íngreme.

3 dos caras que estavam com a gente partiram mais rápido e eu mais uma menina e dois caras ficamos mais atrás, mas como foi a 1ª subida de 5 de nós 7, para alguns foi meio complicado, pois a trilha branca do Olimpo até que é bem exigente e alguns estavam despreparados. No começo é beem cansativo, com várias escadinhas que deixam as pernas ardendo. Depois vai melhorando e a gente vai se acostumando e pegando um ritmo mais firme também. Mas... infelizmente tivemos a 1ª baixa, depois de umas 2 horas de subida já, a outra menina que estava com a gente estava subindo mas num ritmo muito lento, e como o tinhamos que ainda descer e desmontar acampamento para pegar o trem as 16 horas, ela teve que desistir, um dos meninos ia ficar com ela enquanto fui subindo com o outro, não deu 10 minutos e o que estava comigo também resolveu voltar e descer com a menina. Os dois desceram e o outro continuou comigo, durante alguns minutos toquei sozinha a trilha, mas não indico, ainda mais sem conhecera trilha... até estava no caminho certo, mas ja comecei a achar que não estava vendo as fitas brancas que marcam a trilha e parei para esperar  o amigo que estava subindo um trechinho de onde nossos amigos amigos tinham desistido, para me acompanhar. Ele já conhecia a trilha muito bem e era tipo nosso guia, continuamos por mais ou menos 1hra e meia até alcançar o cume, durante esse trecho ja nem sentia mais as dores, e quando cheguei ao cume foi totalmente recompensador! Estava com um mar de nuvens sensacional!! Foi a visão mais bonita que eu tinha tido até então e, até hj acho pegar mar de nuvens em cume de montanha a coisa mais fantástica que tem, você se sente acima do céu! Nossos tres amigos que ja tinham chego gravaram um vídeo com a gente e depois ja foram embora, eu e meu amigo ficamos, durante uma hora no cume, aproveitando a bela visão, o legal é que depois o céu abriu, então aproveitamos o cume sem nuvens e com mar de nuvens!
 Mar de nuvens no cume! *-----*
 No cume com a bandeira do grupo! haha
 céu abrindo



Depois da bela experiência, voltamos em +- 1hra e meia, bem rápido até, o acampamento já estava desmontado pelos outros e fomos esperar o trem, que atrasou 1 hora. A volta foi uma beleza, o passeio de trem é muito legal, passa-se pela Garganta do Diabo, várias pontes legais e se tem altas vistas da Serra do Mar, além de ser bem relaxante, ainda mais pra nós que estávamos exaustos! O trem é pego na estação do marumbi e para na rodoferroviária de Curitiba, esse percurso custa +- R$20,00. Vale a pena!

No dia seguinte eu simplesmente não conseguia me mexer, sentar, subir e descer escadas era um martírio de dor muscular! Mas pode ter certeza que vale a pena! Até hoje essa vez está na minha memória como uma das coisas mais legais que já fiz e adoro aquele lugar, foi lá que eu tive a dimensão do que era montanhismo e de como eu gostava disso! Sobre as vezes que voltei conto em outros posts! agora.. fim

Fotos por Veleda Müller e Acassio Stangherlin.

Um comentário:

  1. é.......1977 este era meu lazer......imagine 1977

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